30 de dezembro de 2016

31 Devocionais #24 - Benção também é Vaidade

     Texto base: Filipenses 3:7-14
     
     Eu sou privilegiada pra caramba. Se fizermos a soma geral da minha vida, mesmo com o quanto sofri com o peso do machismo e dos padrões de beleza, eu ainda tive coisa demais. Nasci numa família bem estruturada, recebi uma ótima educação, fui bem alimentada. Tenho boas roupas à minha disposição, viajo, leio frequentemente, não preciso desesperadamente de um emprego. Moro numa casa confortável, temos dois bons carros. 
     
     É esse o motivo pelo qual eu estou acordada agora (no momento em que escrevo esse texto, são 5:09 da manhã, e eu ainda não dormi). Estava orando e refletindo sobre meu coração. Nos últimos dias, tenho pensado e conversado muito sobre vaidades. Porque é isso que todos esses privilégios são, essencialmente - vaidades mundanas. Seria falta de entendimento demais acreditar que eu mereço qualquer uma dessas coisas (ou que as mereço mais do que aqueles que não as possuem). Tudo que vivi e recebi veio de graça, por Graça. O Pai pode dar mais ou tirar tudo a qualquer momento. 
     
     A essência de compreender tudo que recebemos de Deus é entender que fomos todos chamados segundo um propósito, e que seremos preparados e equipados de acordo com um caminho de cooperação do Senhor com o nosso destino. As circunstâncias da sua vida giram em torno daquilo que Deus deseja pra você, e o objetivo do Pai é te conduzir até onde seu coração se encontre com o dEle, e você viva pra Ele. Isso, claro, é muito fácil de entender quando você é uma menina branca e inteligente de classe média, descobrindo o motivo pelo qual Deus te concedeu aprender inglês tão facilmente. Via de regra, nosso coração não aceita que circunstâncias ruins como morte, dor, pobreza, depressão, fome e violência também possam ser movidas a nosso favor. Por muitos anos, a igreja vendeu uma vida perfeita como o padrão a ser alcançado diante de Deus. A geração dos nossos pais e avós acabou-se no trabalho, crendo que o caminho da benção era prosperidade. Ignorou-se totalmente que fomos chamados para a Morte com Cristo.
     
     E isso não quer dizer que viveremos todos na pobreza material, ou que seremos todos martirizados pelo evangelho. Um coração totalmente entregue ao Senhor viverá de alma e espírito entre o pó e a coroa. Um coração totalmente entregue ao Senhor saberá viver no muito sem se deixar dominar pelos privilégios dessa terra, mas tirando proveito de tudo para a Glória de Deus. Viverá no pó sem questionar a soberania do Pai, descobrindo o Amor e a Graça nos lugares mais inesperados. Falamos de um Pai que sabe nos conceder boas coisas, e se alegra nisso (Mt 7:9-11); que não se agrada de nos ver chorando, mas que nos chama a viver com os olhos na Eternidade, ocupados com o Verdadeiro Tesouro. O melhor que Deus tem pra nos dar não são os carros, casa, presentes, viagens - tudo isso terá um fim. Sua melhor dádiva é a Vida Eterna na Glória.
     
     Tudo nessa vida é vaidade, porque não há ouro daqui que seja digno de comprar o Tesouro do Reino vindouro. Tudo nessa vida é vaidade, porque não há dor daqui que seja maior que o Poder daquEle que sara as feridas. Tudo nessa vida é vaidade, porque não há sofrimento daqui que não possa produzir um peso de Glória que ecoará pela Eternidade. No fim das contas, essa vida é uma forma imperfeita e fulgaz de alcançarmos algo perfeito e Eterno. E, se estou caminhando em direção a isso, não existe motivo pra encher meu coração daquilo que vai passar. 
   

28 de dezembro de 2016

31 Devocionais #23 - Sobre ser Trouxa

     
   Por definição, o "trouxa" é a pessoa facilmente enganável pela esperança de bondade e reciprocidade na natureza humana. Fazemos papel de trouxa quando repetidamente dedicamos amor, atenção e cuidado crendo numa reciprocidade inexistente, ou esperando uma resposta que nunca virá. Não sei vocês, mas eu já fiz muito papel de trouxa. Tanto papel, que dava pra imprimir a Bíblia neles.
    
     Mas, falando na Bíblia, estive pensando esses dias sobre ser trouxa diante do Senhor. Como cristãos, nós aprendemos que não existe bondade inerente à humanidade. Somos naturalmente maus, e ingratos. Mas, em Jesus, contemplamos uma promessa de Amor que transcende a natureza humana. Somos todos chamados a ser "trouxas" em Cristo, diante dos homens, fazendo pelos outros sempre mais do que eles podem pagar, retribuir ou entender. Não como quem se desgasta pela própria consciência ou pelas próprias expectativas, mas como quem entende que o Senhor é uma fonte inesgotável de Amor da qual somos convidados a beber. 
    
     Em suma, sou trouxa, e vou continuar sendo, em nome do Pai. Vou continuar falando e fazendo por outros mais do que eles talvez mereçam, aos meus olhos, ou de outros. E apenas porque, antes de tudo, recebi eu do Amor maior do mundo, mesmo não merecendo, e ele pesa sobre mim como mandamento.
 

25 de dezembro de 2016

31 Devocionais #22 - Sobre Jesus e Identidade, no Natal

 
O Natal é lindo na Alemanha.

     Minha avó materna está internada há alguns dias, então esse ano não tivemos celebração de Natal. A viagem de 12 dias foi cortada no 2º, todo mundo se reorganizou pra estar aqui e vê-la, cuidar como podiam. Ainda não sabemos se ela passa dessa temporada festiva. Muitas horas na recepção do hospital, ou sozinha em casa, pensando na vida e na morte. Fui tirar um tempo pra ler os evangelhos. Queria pensar em Jesus.
    
     No meu coração eu sempre comemoro Natal e Páscoa meio que do mesmo jeito. Acho impossível falar do nascimento de Jesus sem pensar na morte dEle e vice-versa. E pensar em tudo que Jesus É e fez me levou a refletir sobre Sua identidade.
    
     A passagem do menino Jesus no templo (Lucas 2:41-52) mostra que Ele já bem sabia quem era, aos 12 anos. Aliás, desde quando, será? Talvez desde os 10? 8? Uma criança, crescendo sabendo que caminhava para a morte, a morte mais importante da humanidade. Não vamos todos morrer? Mas Ele sabia o dia, a hora. Ele conhecia o cálice do qual teria que tomar, a missão que teria que cumprir. E não havia nEle medo, porque o perfeito Amor lança fora todo medo, e Ele mesmo É o Amor. Viveu uma vida impecável. Em tudo foi tentado, porém sem pecar. Amou a todos, mesmo conhecendo os corações e discernindo os pensamentos. Foi manso e humilde, mesmo sendo Ele o Verbo por cujo intermédio todas as coisas foram feitas.
    
     "NEle estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela." (Jo 1:4-5). Jesus viveu intensamente a vida que Lhe foi proposta, e viveu plenamente quem Ele era. Seu propósito era mudar toda a história da humanidade, e estabelecer o padrão pelo qual havíamos de viver. A pessoa mais importante de todas foi chamado por Isaías de "O Servo do Senhor". Qual é a sua identidade, mesmo?
    
     É muito fácil esquecer quem você realmente é diante da grandeza de quem É Jesus - o Amor dEle ora nos exalta, ora nos constrange. Ficamos divididos entre sermos chamados para fazer obras maiores que a dEle, mas sabendo que buscaremos pra sempre ser como Ele, e nunca conseguiremos. Envergonhamo-nos quando Ele ama as coisas que mais odiamos em nós. Somos realeza e co-herdeiros com Ele, através da Sua morte de Cruz. 
     
     A intensidade das minhas emoções faz com que minha alma fique permanentemente grudada à multidão de Sentimentos dEle por mim. Chamamos de carrossel porque subimos e descemos o tempo todo, mas o espírito busca constância. É no mais interno que fica a resposta pras nossas ansiedades e desesperos, porque a alma só se cala ante um espírito que fale mais alto. Não há 1 só dia em que meu coração não clame desesperado e procure em si algum motivo para estar aqui - mas o motivo não está em mim, está nEle.
    
     NEle vivemos, nos movemos, e existimos, porque tudo de bom que encontramos em nós é dEle, por Ele e para Ele. Por amor dEle, e com Ele, enfrentamos a morte todos os dias, para que achemos vida em abundância. Não existe nada que possa me convencer nesse mundo de que sou digna de amor, quer de Jesus, quer dos homens, mas o Amor dEle já está selado. E eu selo o meu Amor dedicando tudo que eu fizer ao Seu Nome. Ele tem meu coração, e toda a minha afeição. Toda a minha confiança. E, se algo pode me motivar a continuar, é a certeza de que eu também sou fruto do Seu trabalho, e, em mim, Ele se alegrará.
     

22 de dezembro de 2016

31 Devocionais #21 - A Morte é Lucro


     A fé cristã nasce a partir da morte. Jesus seria apenas mais um profeta, não tivesse morrido e ressurgido dentro os mortos. A morte e a promessa de vida. Não apenas a vida que respira, que se move pela terra, mas que perdura pela Eternidade, de volta pra casa, ao lado do Pai, através do Cristo.
     
     Os primeiros cristãos, testemunhas da vida, morte e ressurreição de Jesus, entendiam que haviam sido chamados para com Ele morrer e então viver eternamente. Mas não como quem teme a morte e sonha com fartura de dias, mas como quem não teme aqueles que podem apenas ferir seu corpo, e não seu espírito. Todos os apóstolos escolhidos de Jesus foram martirizados pelo evangelho - não por correrem atrás da morte do corpo, mas pelo Amor escandaloso por Jesus, e a disposição de ir até os confins da Terra para cumprir a carreira proposta diante deles. 
     
     Paulo estabelece o patamar de vida que devemos buscar quando diz em Filipenses 1:21 que o viver é Cristo, e a morte é lucro. Se você é cristão e tem medo de morrer, você ainda não entendeu a fé que proclama, você ainda não entendeu a promessa da Vida Eterna. Tudo é vaidade - nada é indispensável, e o Senhor ainda provê tudo por amor a nós. Não há motivo para ansiedade, nem medo. Nosso viver foi entregue à Ele e toda vez que respiramos, respiramos por Amor àquEle que primeiro nos amou. 
     
     Nem todos são chamados para ser mártires pelo Senhor; vários viveram, e viverão, fartura de dias caminhando sobre a Terra com o Espírito Santo. O coração de todos, no entanto, é chamado para as mesmas convicções; viva 20 ou 80 anos com a certeza de que aquEle que te salvou foi Senhor de todos.
     
     Por Amor dEle, já matamos nossa própria carne, nossa própria vontade, todos os dias. Não existe coisa, não existe dinheiro, presente, pessoa ou sentimento mais importante que a certeza de que nosso Pai nos ama, e nos chamou para ir ao mundo, levando Seu Fogo em nosso peito. Não ame sua vida, ame viver pra Cristo. A Alegria dEle é a sua força, e a Vida Eterna é a recompensa que Ele prepara para aqueles que forem fiéis até o fim dos seus dias. 
     
     "mas em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus." Atos 20:24
    

21 de dezembro de 2016

31 Devocionais #20 - Ainda sobre a Cruz

     Ah, a Cruz, grande símbolo da nossa fé em Jesus. O ato que é o princípio, meio e fim da carreira que buscamos concluir. O Peso e a Leveza do maior ato de Amor da história.
    
     Durante a Guerra Fria, o governo comunista da Alemanha Oriental ergueu uma grande torre de televisão em Berlim, para mostrar o poder e a grandeza da revolução sobre o capitalismo. A estrutura, de 365 metros de altura, foi desenhada para lembrar um foguete na base e no topo uma esfera similar ao satélite Sputnik 1, lançado no espaço pela União Soviética em 1957.
    
     Os regimes socialistas/comunistas possuem ideologias fortemente contrárias à religião, principalmente devido às muitas formas como foram usadas como instrumento de controle das massas contra o sentimento revolucionário. A torre foi inaugurada em 1969, logo após uma sanção do governo do Leste ordenar que as igrejas em seu território retirassem as cruzes erguidas sobre seus telhados. Para a surpresa de todos, quando os raios de luz solar iluminaram pela primeira vez a esfera no topo da torre, a difusão da luz sobre os painéis metálicos fez com que o reflexo lembrasse claramente uma Cruz. 
    
A situação real da torre sob a luz do Sol.
     O episódio ficou conhecido como "A Vingança do Papa" e, apesar das várias tentativas de apagar o erro, o estrago já estava feito. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos, e a tal continua lá, até mais alta que antes (368 metros agora) e com uma Cruz permanecendo brilhando todos os dias sobre Berlim. Não dá nem pra dizer que Jesus não é um cara bem-humorado.

20 de dezembro de 2016

31 Devocionais #19 - Precisamos pensar mais na Cruz

     Texto publicado ontem no meu Instagram. Fez sentido hoje o dia todo. 
     
     Jesus disse que toda a Lei e os profetas dependiam de dois mandamentos - amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. Um pouco antes de morrer, no entanto, Ele mexe um pouco nas regras do jogo, e aumenta o nível - o novo mandamento era que nos amássemos como Ele nos amou. 
     
     A recomendação de não andar ansioso por coisa alguma cai bem quando tentamos contemplar a grandeza de quem Deus É. Seu Tempo, Seu Poder, Seu Domínio, Seu Trono, Sua Graça, Sua Misericórdia, Seu Amor, Sua Vontade. Quantas coisas permitiu Deus que o homem fizesse, e como nenhuma delas consegue expressar com exatidão a altura e a profundidade do Senhor.
    
     Acho que é por isso que as pessoas enlouquecem. O peso da Eternidade foi escrito em nós, mas este corpo é muito limitado pra contê-lo e entendê-lo. Sem um abraço de Amor do Pai pra dar liga à mistura de pensamentos e sentimentos que povoam a mente de um filho qualquer, o sentido da Vida se esvazia. 
     
     Podemos imaginar que seja essa a razão pela qual Ele escolheu a Cruz como símbolo da nossa fé e do Amor dEle por nós. A estrutura mais simples e óbvia que duas peças podem formar. Tudo é simples no Senhor, no lugar em que Ele nos esconde, nos protege, nos consola. Lança fora todo o medo. Amamos como Ele nos amou porque não existem motivos ou questionamentos, apenas o amar em obediência. 
     
     Todas as minhas ansiedades e preocupações se esvaziam na Cruz, porque o fundamento da fé é simples demais pra que eu deixe minha mente complicar. Tudo que existe em Deus depende do Amor, porque, sem Amor, nada que existe em Deus faz sentido.
    

9 de dezembro de 2016

31 Devocionais #18 - Pra onde eu irei? (sobre o primeiro Amor)

    
     Um dos grandes desafios na vida cristã é a constante volta ao primeiro Amor, aquilo de que o Senhor fala na carta à igreja de Éfeso, em Apocalipse 2. Primeiro Amor fala daquele momento em que você acabou de se apaixonar, e toda a sua vida gira em torno de quem você ama - seu primeiro e último pensamento, o objeto dos seus sonhos, planos, conversas. 

     Muitas pessoas lutam para permanecer no primeiro Amor porque a vida cristã comprometida vem com responsabilidades - discípulos, ministério, eventos, horário, despesas. Com o tempo, essas responsabilidades se tornam o centro da vida, e ocupam o lugar de Jesus - a Pessoa pela qual tudo isso, em teoria, deveria estar sendo feito.
     
     Existem várias maneiras de manter o fogo do primeiro Amor sempre aceso no coração. Algumas pessoas mantém uma disciplina espiritual rígida, e eu acredito muito na importância de garantir que Jesus seja parte real, natural e dominante da nossa rotina. Mas minha estratégia favorita é manter um espírito de constante contemplação diante do Senhor.

     Contemplação fala quase de uma posição de terceira pessoa na história, vivendo e ao mesmo tempo observando tudo que você tem vivido. Uma pessoa capaz de não perder essa visão de "pássaro", enxergando o conjunto, não consegue desviar seu coração do Real Operador dos milagres e da salvação. Muito tempo depois de você ter sido regastado pela primeira vez, seus olhos e coração precisam continuar exatamente onde e como estavam naquele primeiro dia, pra que você, olhando pra tudo que ocorrer na sua vida, não se esqueça de onde você veio. 

     Assim, seu coração nunca vai se esquecer de que, onde quer que você vá, sua vida anda em círculos em torno de Jesus. Não há mais para onde ir, pois só Ele tem as Palavras de Vida Eterna.
    

7 de dezembro de 2016

31 Devocionais #17 - Não se acomode!

     Texto base: Apocalipse 3:14-17
    
     Uma das buscas mais naturais do ser humano é por comodidade. Escolhemos naturalmente as coisas que nos trazem menor desafio, menos esforço, menor custo. A famosa "zona de conforto" traduz justamente esse ponto que alcançamos na vida em que a situação atingiu um equilíbrio que nos libera da responsabilidade do trabalho duro que fizemos para chegar até ali.
    
     Se você é cristão, lamento ser quem te informa que não existe zona de conforto. Não existe momento algum em que você terá recebido o suficiente do Senhor. Se você está satisfeito com o que já recebeu até agora de Jesus (satisfeito como quem não acha que precise de mais), lembre-se do que disse o Pai na carta à igreja de Laodicéia (Ap 3:15-17) -
    
     "Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu."
    
     Você pode ter recebido muito da presença de Deus, e pode ter mais que muitas pessoas, mas ainda é pouco perto do que o Senhor tem pra sua vida. A grandeza do nosso Pai é incomensurável, e é do interesse dEle nos encher continuamente, para que possamos nos tornar cada vez mais parecidos com Ele, e para que possamos ser um canal de bênçãos que possa impactar a vida de outros que ainda estão perdidos pelo caminho.
    
     E isso vai além do que podemos fazer em nosso curto tempo de vida. Em Filipenses 1:6, Paulo diz que a boa obra iniciada em nossa vida só será completada no dia de Jesus Cristo - vai além do dia da sua morte, a boa obra na sua vida também engloba seu legado, sua arca continua a se encher ainda que você já tenha partido.
    
     Não se acomode na sua busca com Deus. Não se esqueça do que Ele já fez por você, mas não perca dimensão do que Ele ainda pode fazer. Não se acomode na sua vida mundana, nos seus sonhos mudanos, mas tenha a ousadia de se entregar mais todos os dias diante do Senhor, porque Ele promete Se achegar àqueles que se achegam à Ele.